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O endividamento e as emoções

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O endividamento e as emoções

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O endividamento e as emoções

O endividamento e as emoções

Em Tempos de crise, vamos avaliar o que o endividamento pode interferir no equilíbrio da saúde emocional.

A falta de solução, a vergonha dos familiares, o fracasso e a baixa autoestima dificultam cada vez mais o enfrentamento da situação. A bola de neve financeira culmina em sensações de grande angústia onde a saída parece ser impossível.

Quando se fala em endividamento, o brasileiro possui um nível de tolerância maior que o europeu e outros povos do mundo. As pessoas vão tentando contornar da maneira mais conhecida como ” empurrando ” com a barriga, uma situação econômica que tende a se transformar num caos. O resultado de tudo isso é que as cobranças tanto dos credores, como dos familiares e todos envolvidos vão se transformando em pressões difíceis de tolerar.

Podemos observar que, nas situações de endividamento pela perda de controle, costumam ocorrer com frequência: brigas entre casais, perdas de relações de amizade, separações, abuso de álcool, drogas e/ou comer excessivamente.

Como todas preocupações em excesso, o endividamento costuma levar ao estresse, a depressão, síndrome do pânico e outros adoecimentos crônicos que, comprometem o equilíbrio e as qualidade de vida, o chamado ” estar com os nervos à flor da pele “

Surgem também comportamentos compulsivos que acabam fazendo o papel de preencher o vazio de não saber o que fazer.

Estar endividado pode trazer também para quem vive esse drama, sensações de fracasso, impotência, medos, irritabilidade, apatia, ansiedades, sentimentos de culpa e inúmeras possibilidades de somatizações e adoecimentos ( leves, crônicos, graves e até fatais ).      Essas costumam ser as principais características presentes nas pessoas que possuem dívidas e não as consegue liquidar.

O desespero, faz com que muitas famílias acabem se desestruturando, justamente em um momento onde deveriam se apoiar e procurar uma melhor solução.

A experiência de dever e não ter como pagar, exige objetivos claros, calma e disciplina. Procurar ajuda profissional passa a ser uma necessidade, pois quem está de fora pode observar e analisar qual melhor caminho a percorrer.

As necessidades e expectativas precisam ser analisadas para não se sofrer com soluções impossíveis.

As emoções devem ser controladas e os distúrbios ( doenças emocionais e físicas ) adquiridos devem ser diagnosticados e tratados. O pensamento positivo deve ser cultivado mesmo que esteja ocorrendo um caos aparente.

O endividamento pode também ser observado como um grande aprendizado para a vida futura.

Muitas pessoas só se dão conta do risco que correm ao se aproximarem da beira do precipício; de situações extremamente difíceis de superar.

Outras perdem bens, entram em situações irreversíveis. Nesse momento, as emoções podem sofrer um colapso. Casais, familiares, amigos, podem entrar em conflito e inúmeros desentendimentos poderão surgir.

Estar endividado compromete significamente a qualidade de vida e as emoções se tornam desequilibradas. A ” bola de neve “, como se costuma dizer, acontece fora, mas de forma imperceptível também dentro de si.

Muitas pessoas, por serem excessivamente apegadas à conceitos e bens materiais, passam anos à fio se endividando para manter as aparências. Não conseguem abrir mão da zona de conforto e fazer modificações em seu padrão de vida. Com isso, ocorre um círculo viciosos que precisa ser interrompido, para não causar mais danos ao financeiro, ao físico e sem dúvida ao emocional.

Enfim, para se enxergar a luz no fim do túnel, é necessário se equilibrar para encontrar o melhor caminho. Antes de mais nada, querer mudar e sentir o que foi aparentemente ruim no passado poderá ser um grande aprendizado para se viver melhor um novo futuro.

 

Boas reflexões!

Forte abraço!

 

Claudete J. Silva, colunista de Saúde e Comportamento

Psicóloga Especialista em Clínica e Psicossomática

CRP 06/31107

e-mail: atendimento@aptomed.com.br

 

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Aptomed

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